Celebra-se no domingo, 8 de junho, a Festa de Pentecostes. Solenidade que marca o início da atividade missionária da Igreja


Festa do Espírito Santo, festa da Igreja

Para os cristãos, Pentecostes recorda aquela manhã em que os discípulos de Jesus, reunidos com Maria (Atos 1,14) no Cenáculo em Jerusalém, receberam o Espírito Santo que veio como que em línguas de fogo (Cf Atos ...). A palavra pentecostes é uma palavra grega ( pentekosté) e refere-se a cinquenta dias após a Páscoa.

No batismo, todos recebem o Espírito Santo, cujos dons são reforçados no sacramento da confirmação. E é precisamente aos fiéis batizados a quem se dirigem estas fortes palavras do Documento de Aparecida: “Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente (...). A tarefa missionária se abre às comunidades, assim como ocorreu em Pentecostes.” (Doc. de Aparecida n. 171). 

O Ano Mariano Missionário, iniciado no dia 24 de maio, é um chamado a esta dimensão missionária de toda a comunidade, para que a Igreja esteja “em estado permanente de missão”. 

Mas, o que as pessoas entendem quando se fala do Espírito Santo? Entrevistados pela reportagem do Encontro Semanal, alguns fiéis opinaram: “É o dom de Deus, é o modo que encontramos para confiar Nele”, disse Maria Vilma Ferreira Silva, 63 anos, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, da Criméia Leste. “É a concretização do amor de Deus que nos torna pessoas melhores e nos dá forças para termos esperança”, afirmou o jovem Erick Augusto Fernandes, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Brasília (DF). 

A visão do teólogo

De acordo com o teólogo, professor do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz, monsenhor João Daiber, Pentecostes não é uma festa qualquer da Igreja, pelo significado que tem para todo o Povo de Deus. “Ela celebra a vinda do Espírito Santo para a Igreja e a presença do Espírito na vida de cada cristão”. É com essa festa, segundo o sacerdote, “que Deus criou entre todos os povos a unidade para formarmos o Corpo de Cristo na terra”.

“O importante na vida do cristão não é tanto entender, mas corresponder àquilo que Ele nos sugere”


O monsenhor João Daiber também destacou que não cabe a nós tentar entender o que é o Espírito Santo, já que ninguém é capaz de alcançar, em sua totalidade, os mistérios da fé. “Como falou Jesus, ‘o Espírito sopra onde quer’ e ninguém sabe de onde vem e para onde vai, porém, é o Espírito que nos ilumina, fortalece e guia de tal maneira que o Cristo pode viver em nós. O importante na vida do cristão não é tanto entender, mas corresponder àquilo que Ele nos sugere”. 
Por fim, explicou o que é o Espírito Santo e sua contribuição na vivência cristã. “É o amor de Deus, o amor do Pai para o filho e do Filho para o Pai que é tão intenso e tão abrangente que é uma pessoa como o Pai e o Filho e que se derrama no universo para santificar e nos tornar possível participar da vida de Deus”.

Animados pelo Espírito

Com a experiência de Pentecostes os discípulos-missionários ganham força graças aos dons e carismas. “O Espírito na Igreja, forja missionários decididos e valentes como Pedro e Paulo, indica os lugares que devem ser evangelizados e escolhe aqueles que devem fazê-lo”, dizem os bispos no Documento de Aparecida (D.A. n. 150) e, continuam eles, “necessitamos de um novo Pentecostes” (n. 548). Com isso, a Igreja poderá sair ao encontro de todos quantos são os destinatários da Boa Notícia que dá sentido à vida e traz esperança. 


Festa de Pentecostes

Histórico festival das colheitas para os judeus, para os cristãos representa o nascimento da Igreja, momento em que se dá a efusão do Espírito Santo. Acontece no sétimo dia após a Ascensão de Jesus e marca o fim das sete semanas pascais. Este ano é celebrado no domingo, 8 de junho.

FRASE

Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto. (Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo do Séc. II)


“Sem o Espírito Santo, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é mera organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é arcaísmo e o agir cristão obra de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o homem está em combate contra a carne, Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho se faz poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço que liberta, a missão é Pentecostes, a liturgia é memorial e antecipação, o agir humano é deificado” Atenágoras, (1886–1972), patriarca ortodoxo de Constantinopla.




A Boa Notícia do dia: a pré-candidatura de Edinho Lobão não decola para o Governo do Maranhão, a não ser com os famigerados deputados e prefeitos aliados do interior do estado que apostam em abocanchar a sua fatia, caso os Sarneys continuem no poder. Diante desse cenário em que ele não passa dos 20% das intenções de votos, mais uma vez, o grupo poderá trocar seis por meia dúzia: sai Edinho entra João Alberto. O discurso de Lobinho cai como uma luva para ele mesmo: "nós mudamos o discurso deles que era do já ganhamos para um discurso de desespero”.

Será o início do fim da Era Sarney no Maranhão?



 “Você não é você por causa das pernas, dos braços ou das mãos. Você é você por causa do seu cérebro. É a capacidade de processar informações que faz de você quem você é”. Essa frase, dita logo no início do filme, resume bem o remake Robocop (2014) dirigido pelo brasileiro José Padilha (Tropa de Elite e Última Parada 174) e roteiro do iniciante Joshua Zetumer.

Robocop não é mais um filme de explosões e exageros do início ao fim. Padilha faz várias reflexões na película sobre o existencialismo, ou seja, de que o indivíduo é o único responsável em dar sentido à sua vida; sobre uma política estadunidense de desconfiança da capacidade de robôs (drones) de diferenciar o bem do mal, por não possuírem sentimentos. A lei de rejeição é encabeçada por 72% da população e o Senado é contra a aprovação de revogação.

É neste cenário, no ano de 2028, que entra a OMNI Corporation, uma mega-empresa que domina o mundo com o sistema de segurança por drones, menos os Estados Unidos. Para conseguir o mercado do seu país, o proprietário da organização, o ambicioso e milionário Raymond Sellars (Michael Keaton) manda o seu cientista (Gary oldman) criar uma máquina que tivesse sentimentos.

Para o projeto dar certo, caiu como uma luva o atentado que sofreu Alex Murphy, um policial da cidade de Detroit, interpretado por Joel Kinnaman, durante a investigação de um esquema de corrupção policial. Entre a vida e a morte a sua família autoriza que ele seja a cobaia. Nasce aí o híbrido de homem e máquina, o Robocop.

O longa condensa boas cenas de ação com o uso das tecnologias da época sem perder de vista o filme original de 1987. O som do caminhar do “policial do futuro” e a armadura prata são exemplos que nos fazem viajar ao passado. A armadura preta, por sua vez, e o capacete com o visor vermelho, não nos deixa enganar quanto ao presente do novo longa. O drama é constante, já que os sentimentos de Alex Murphy, com relação ao atentado que sofre, a distância da família, bem como os diálogos entre criatura e criador sobre a existência, tomam conta de boa parte do filme, no entanto, a dose é certeira e esse é um ponto positivo a se destacar.

É bastante presente também na película a força dos meios de comunicação para decidir os rumos de um país e como eles são movidos quando há jogo de interesses entre estes e grandes corporações. Samuel L. Jackson conseguiu dar o toque de humor e seriedade ao filme ao interpretar o papel de apresentador do programa jornalístico que faz pressão sobre a política dos EUA contra os drones e robôs. Lembra o apresentador do sensacionalista programa de Tropa de Elite.

O diretor brasileiro foi ousado e corajoso ao dirigir uma refilmagem à altura de Robocop, que podemos chamar de um clássico do cinema das décadas de 1980 e 1990. Ele se saiu muito bem e conseguiu fazer um filme reflexivo que bebe do seu original, mas se aproveitando do que o futuro tem de melhor a oferecer (tecnologias). O novo Robocop é um filme que superou minhas expectativas e eu já espero a continuação. Vale a pena assistir.





Ano Mariano Missionário: tempo de vivência da Palavra de Deus na prática 



Até maio de 2015, a figura de Maria será a inspiradora em toda a Arquidiocese de Goiânia na recepção das disposições sinodais sobre a Palavra de Deus

De 2009 a 2011, a Igreja em Goiânia preparou e, em 2012, realizou o Sínodo Arquidiocesano, cujo objetivo foi refletir sobre a evangelização nas bases da Igreja, isto é, nas paróquias e comunidades, conforme o apelo do Documento de Aparecida de que “a Igreja seja missionária”, e torne-se “comunidade de comunidades”. Os alicerces da caminhada sinodal foram Palavra, Liturgia e Caridade.

Em 2014, para dar continuidade ao processo sinodal e levar toda a arquidiocese a recepcionar as disposições do Sínodo, tem início o Ano Mariano Missionário neste sábado, 24 de maio, e segue até o dia 24 de maio de 2015. Este ano temático vai aprofundar o eixo Palavra. É que o Ano Mariano acontece com o objetivo de tornar a Igreja mais viva e integrada ao redor da Palavra de Deus, ou seja, dar continuidade ao processo de fazer das paróquias “comunidade de comunidades”. O Ano Mariano é uma resposta concreta ao desejo de toda a Igreja de vivenciar a fé em comunidade. Com as disposições sinodais em mãos, a Arquidiocese entrega aos fiéis o importante documento que marcou a vida da Igreja em Goiânia e que deverá ser posto em prática, no Ano Mariano, na vivência da Palavra. Liturgia e Caridade, por sua vez, também deverão ganhar anos temáticos na vida arquidiocesana.

O coordenador arquidiocesano de Pastoral, Padre Rodrigo de Castro Ferreira, explica o motivo de vivenciar a Palavra em um ano especial como esse dedicado a Maria. “O Ano Mariano acontece exclusivamente para vivenciar as disposições do Sínodo sobre a Palavra, porque Maria é geradora da Palavra”. Maria, mãe de Jesus, gerou o Verbo que se fez carne.

Ano Mariano Missionário na prática


Missa celebrou a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora, Padroeira da Arquidiocese de Goiânia e abertura do Ano Mariano Missionário

É imitar Maria que gera a Palavra. O objetivo não é devocional, não é fundar grupos de terços, nem novenas; não é introduzir quadros de Nossa Senhora pela Arquidiocese a fora. Não é simplesmente um ano de reza, mas de leitura e aprofundamento da Palavra.

Os católicos podem viver o Ano Mariano Missionário de diversas formas. Como é também um período de missão, as comunidades são convocadas ao encontro, à experiência em comum, à partilha. São chamadas a estar unidas em pequenos grupos alimentados pela Palavra de Deus. Não há roteiro, protocolos ou padroeiros, menos ainda nomenclaturas.

O importante é as comunidades desenvolverem o objetivo do Ano Mariano que é tornar concreto o encontro ao redor da Palavra, com o ícone de Maria com o Menino Deus em seus braços para que a missão aconteça nas famílias, na vizinhança, no ambiente de trabalho.

Eventos Centrais

Ao longo do Ano diversos eventos serão realizados. Um deles é o momento de preparação do Corpus Christi em que a Igreja de Goiânia irá celebrar, no dia 19 de junho, com Maria, o dom da Eucaristia.
Uma agenda comum será realizada pelas paróquias de cada Vicariato para que aconteça a Semana Mariana nas comunidades, no período de agosto de 2014 a maio de 2015, quando se dará o encerramento do Ano Mariano. Segundo o texto-base do evento, a Semana Mariana visa, sobretudo, incentivar a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral em cada uma das paróquias.


Sugestões para a Semana Missionária  


  • Peregrinação do Ícone de Maria pelas comunidades locais da paróquia
  • Lectio Divina com os jovens da paróquia
  • Encontros com catequistas e ministros da Palavra
  • Momentos marianos ao longo da Semana nas comunidades
  • Valorização dos meses marianos: outubro de 2014 e maio de 2015
  • Incentivo à celebração das festas nas comunidades que têm Nossa Senhora como Padroeira
  • Além da vivência do Ano Mariano nas bases da Igreja, ou seja, comunidades e paróquias, a Igreja de Goiânia também é convocada como “um só corpo” a realizar atividades de cunho específico para representantes das diversas expressões eclesiais, como: celebração de abertura do Ano Mariano; solenidade de Corpus Christi; festa do Divino Pai Eterno (Trindade); romaria dos catequistas ao santuário do Divino Pai Eterno; simpósio sobre a teologia mariana; cenáculo vocacional; celebração conclusiva do Ano Mariano.


Para o bispo auxiliar de Goiânia, Dom Waldemar Passini Dalbello, a maior graça durante do Ano Mariano será acolher as disposições sobre a Palavra de Deus do Primeiro Sínodo Arquidiocesano. “Se bem acolhido, o Sínodo nos tornará uma Igreja em estado permanente de missão, uma Igreja cujos membros, agradecidos pelo quanto dela recebem dia após dia, se convertem e se alegram na oferta do que são e do que possuem em favor da missão”.

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No texto “O esquecedor” e a sociedade da informação, o autor Wilson Gasino analisa a velocidade com que a informação chega ao seu destino, fato que leva as pessoas a receberem um volume cada vez maior em um espaço de tempo ínfimo.

Gasino enfatiza os benefícios e também os pontos negativos, consequências dessa mudança tão característica dos nossos dias. Por um lado, o conhecimento torna-se mais próximo e chega ao seu destino em questão de minutos ou em tempo real; por outro, somos quase que engolidos por tanta informação que por vezes parecem nos sufocar.

Junto com a velocidade, posiciona-se ainda Wilson Gasino, a informação sempre parece velha, pois logo após o momento que a lemos, já temos uma nova atualização sobre o mesmo assunto que o explica ou o amplia de modo que as figura do jornalista e do formador de opinião são indispensáveis para nos ajudar a filtrar as informações de acordo com as nossas necessidades e o contexto em que vivemos.

Gasino, por fim, finaliza o texto refletindo sobre a experiência da informação para a humanidade, indispensável, fundamental, mas ressaltando que, para ter efeito é necessário sabermos aproveitá-la para que ela faça efeito em nossas vidas.

Colaboradora: Raimunda de Araújo Silva

LEIA O TEXTO COMPLETO, O ESQUECEDOR E A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

 

 "Amar você me manteve vivo, enquanto eu estava na água,
eu fiz um trato com Deus.
Se ele me deixasse ver seu rosto mais uma vez,
nunca mais pediria nada a ele.
Bom, ele cumpriu a parte dele e eu vou cumprir a minha,
irei embora sem pedir nada!"

 

Cada trabalhador ao seu modo deveria desenvolver suas atividades com o objetivo de transformar o mundo em um lugar melhor para se viver. Esta é a essência de sair todos os dias de casa para debruçar a inteligência sobre uma atividade, seja qual for ela.

Seria egoísta de nossa parte trabalhar apenas para sustento próprio e de nossa família em troca de dinheiro. Se assim o fosse, estaríamos apenas sobrevivendo. As necessidades, anseios, angústias e sonhos devem ser sempre o nosso horizonte. A alegoria da criação do universo nos revela que o trabalho foi criado como castigo aos homens, por Adão e Eva terem pecado, desobedecido a Deus e comido do fruto proibido.

Em outros livros, porém, a Bíblia revela que o trabalho é uma bênção de Deus e o sustento do homem. Significado este, portanto, que prevaleceu. Em minha profissão de jornalista, por exemplo, voltando a refletir sobre nosso papel no mundo, levo sempre em mente uma frase muito famosa de um colega, Cláudio Abramo, que diz: O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter. São reflexões interessantes, pois nos ajudam a pensar sobre qual o nosso papel moral e social. E pode apostar, os efeitos partem da comunidade e alcançam todo o mundo. Parabéns a todos por este 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho.