Eles estão em todos os tipos de telas: computadores, smartphones, tablets. Mas, afinal, o que é um aplicativo e qual a sua função? Inúmeras. Aplicativos são ferramentas que auxiliam as pessoas em diversas tarefas e evitam dores de cabeça com problemas do dia a dia, como é o caso do aplicativo DUD3.

A ferramenta ajuda os usuários se lembrarem de desligar o farol ou o som do carro. Ou ainda, evitar que um veículo estacionado seja travado por outro na hora de sair. Permite ainda, aos usuários cadastrados, trocarem mensagens grátis com outros motoristas.

“É como um seguro de automóvel: você não pode dirigir sem ele”, afirma o co-fundador desse aplicativo, João Paulo da Silva. Para usá-lo é muito simples. É só baixar, registrar a placa do veículo, telefone e nome. O DUD3 está disponível para Android e Iphone.

Em Goiânia, o aplicativo Diminuto foi lançado em setembro de 2014, pelos sócios Isabella Gouthier (design gráfico), Déborah Gouthier (jornalista) e pelo engenheiro da computação Lucas Garcia. A ferramenta tem o objetivo de preencher o tempo ocioso das pessoas com doses de literatura. “Pensamos o projeto tendo em mente a carência dos usuários em ocupar o tempo, seja em filas de supermercados ou esperando alguém para sair. Em um curto espaço de tempo, o usuário entra no mundo da literatura pelo Diminuto”, detalhou Déborah.

Cultura de graça

A novidade possibilita ainda que os usuários possam alimentá-lo com textos de 750 caracteres. “Todos os dias chegam novos contos que são selecionados e entram para o rol de publicações”, conta a jornalista. Ela explica que por ser um projeto recente, o Diminuto ainda não trouxe retorno financeiro, embora tenha sido financiado com recursos do incentivo estadual para a cultura.

A gratificação maior, segundo Déborah, está em poder contribuir com a cultura brasileira. “Sou uma apaixonada por literatura e é gratificante ver o projeto funcionando, levando cultura às pessoas. Alguns não gostam de literatura, mas no Diminuto há contos que vão desde o romance até o terror, satisfazendo diversos públicos”, garante.

Hoje o aplicativo conta com mais de 700 contos aprovados e disponíveis para leitura, quase 2 mil usuários cadastrados e mais de 28.500 leituras feitas. A ferramenta pode ser baixada na Apple Store para Android e Iphone.

Companheiros do dia a dia

O fotógrafo Caio Cézar Sousa Ramalho de Abreu, de 24 anos, usa aplicativos que o auxiliam desde os estudos até a vida religiosa. Ele recorre à ferramenta para controlar e lembrar tarefas diárias da vida pessoal e profissional.

Ele utiliza também aplicativos que indicam descontos em produtos e serviços, GPS, controle remoto de TV e notebook, entre outros. O hábito surgiu com a necessidade. “Não me lembro quando comecei a utilizar, mas foi há um bom tempo quando precisei afinar um violão e busquei por um aplicativo que fizesse essa função”, lembra.

Na fotografia, os aplicativos também estão presentes na vida do jovem. “Eu uso o EOS Remote, que me possibilita filmar e fazer fotos a longa distância, mexer nas configurações da máquina, acessar e baixar fotos da câmera no meu celular. São tarefas importantes porque, às vezes, preciso ter controle total sobre a máquina sem estar próxima dela”, explica ele, que considera as ferramentas indispensáveis para uma vida mais útil. “Eles tornam minha vida mais proveitosa e me ajudam a poupar tempo e a ter um convívio social mais saudável em um mundo tão imediatista e virtual”, diz.

Reportagem especial para o Jornal O HOJE. Foto: Sílvio Simões


Embora não tenha revelado o conteúdo das correspondências, a chefe de comunicação setorial da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, onde está preso o serial killer Thiago Henrique Gomes da Rocha, 26 anos, confirmou à reportagem de O HOJE que cartas e e-mails de pessoas interessadas, principalmente mulheres, chegam à cela do criminoso pelos seus familiares e advogados. “Nós sempre revistamos o material, é um direito que ele tem”, disse Flora.

O que leva pessoas a demonstrarem interesse e até a arriscarem as próprias vidas por uma pessoa como o serial killer de Goiânia? Para a psicóloga clínica Arilda Ximenes, vários fatores podem levar a isso, como uma experiência negativa que a pessoa já tenha passado ou é apenas um modo encontrado para eleger o objeto do desejo, mesmo sendo repulsivo para a maioria das pessoas. “Pode ser uma maneira de compensar a si mesmo, de encontrar uma combinação com algo que para outras pessoas pode ser negativo”, explica.

De acordo com a especialista, a mente humana tende a ser atraída pelo normal, mas não descarta o que pode ser repulsivo para a sociedade. “Existem mentes que se encantam por figuras aversivas como psicopatas”, isso se dá, segundo Ximenes, também pela necessidade de querer se tornar legítima para a sociedade, mesmo que de maneira negativa. “Ser condenado é melhor do que ser ignorado. Mesmo que não seja politicamente correto, a escolha de se interessar ou gostar de uma pessoa como o Thiago, é uma forma de chamar a atenção dos outros, alimentar uma necessidade de projeção, conquistar a fama”.

Fotos: Fábio Lima