Pegando uma carona na segunda maior festa folclórica do Brasil, a cerveja Skol acaba de lançar uma embalagem exclusiva em comemoração ao Festival de Boi Bumbá de Parintins (AM), festa que tem início hoje, 29 de junho. A edição especial retrata a rivalidade dos bois Garantido e Caprichoso.

Uma novidade é que pela primeira vez a embalagem muda seu color code adotando as cores azul (Boi Caprichoso) e vermelho (Garantido). As novas latas (cerca de um milhão de unidades) circulam durante os três dias de festa, exclusivamente no evento.



Hoje, 29 de junho de 2012, tem início em Parintins (AM) uma das festas de maior rivalidade do Brasil. Trata-se da festa do Boi Bumbá. Teve início em 1964 e atualmente é tida como o 2º maior festival folclórico do país. De um lado Garantido, o boi que surgiu em 1913, leva como símbolos o coração e a cor vermelha: “Capriche no seu que eu garanto no meu”, resposta antiga, que faz menção à rivalidade e mostra o tom da brincadeira amazonense. 

Do outro lado está aquele que provocou: “Vou caprichar no meu Boi”. Caprichoso simbolizado pela estrela e a cor azul, surgiu em 1925, fruto do pagamento de uma promessa de um cearense radicado no Amazonas. 

Dinâmica do espetáculo

Acontece dentro de uma arena circular. Os espectadores acompanham a festa, participam nas arquibancadas, mas somente quando o seu boi está brincando. A galera do contrário (torcida do boi adversário) neste momento, permanece em silêncio. Ambas as galeras também ensaiam coreografia para o desfile.

O Boi Garantido luta este ano pelo 29º título. Já o Caprichoso conta com 19 títulos, sendo que conquistou o último em 2010.



Correio Braziliense
Delegado é preso no DF e delegada, afastada


Folha de S.Paulo
PT perde Erundina e gera crise após se aliar a Maluf

O Estado de S.Paulo
Foto de Lula com Maluf faz Erundina desistir de ser vice

O Globo
Até Vaticano consegue esvaziar o documento final da Rio+20

Valor Econômico
Acordo final posterga as decisões para 2015

Brasil Econômico
Texto final da Rio+20 deve sofrer mudanças de chefes de estado

Estado de Minas
A vitória da impunidade

Zero Hora
Motoristas deixarão de pagar pedágio em 15 praças no RS

Agora S.Paulo
58.268 vão receber atrasados do INSS no dia 10 de julho




O dia de hoje reserva verdades e mentiras, surpresas e evidências que nos fazem questionar a existência, Deus, o próximo. O que é a vida senão o nosso presente com expectativas futuras e lembranças passadas? Estou aqui hoje, amanhã não estarei por que a vida é isso: passageira com seus altos e baixos, bondade, crueldade e indiferença, regida pelas regras impostas pela sociedade, a religião, as instituições e Constituição. 

O mais estranho e complexo é tentar entender por que esses obstáculos fazem com que algumas pessoas se sobressaiam a outras se para o espírito e para a razão somos todos iguais. Querer dominar tudo isso é olhar para dentro de si e alimentar o espírito com respostas que jamais teremos. Essa inquietude faz do homem um ser diferente, superior, inferior, alegre, triste, jamais realizado, porque é justamente essa inquietação que o consome dia após dia. 

No fim, seremos apenas o resultado daquilo que a mente fez com seu corpo e sua alma, vivos ou destruídos para todo o sempre como cinzas que o cristianismo chama de pó da vida, um nada que só existiu para o fim ou para passar por tudo isso e obter um resultado racional, matemático que nem sempre leva o ser à felicidade.




Aprendi na faculdade de comunicação social, jornalismo, que “a sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo (Alberto Dines)”; que “só existem duas maneiras de fazer carreira em jornalismo: construindo uma boa reputação ou destruindo uma (Tom Wolfe)”; que o jornalismo “não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público (Ricardo Kotscho) e ainda que a profissão veio para satisfazer os aflitos e afligir os satisfeitos.

O trabalho de Décio Sá, o jornalista que cobria política para o Jornal O Estado do Maranhão e blogava por conta própria, assassinado covardemente na noite de segunda-feira, 23, no bar Estrela D’alva, na Avenida Litorânea, em São Luís (MA) era dessa linha. Sem dúvida, foi a causa do seu fim. Ele era um encalço na vida de muitos políticos maranhenses que não o suportavam. Bastante lido, admirado e amado por muitos e odiado mais ainda, o seu blog http://www.blogdodecio.com.br/ denunciava desde políticos corruptos a assessores do Tribunal de Justiça do estado.

Seu trabalho, como diz a frase acima, afligia os satisfeitos do Maranhão e isso já estava injuriando poderosos há tempos. O secretário de segurança pública do Maranhão, Aluísio Mendes, suspeita que o assassinato do jornalista tenha ligação com o caso Fernanda Lages. Nos últimos dias Décio vinha publicando reportagens de um possível envolvimento de políticos maranhenses com prostituição de luxo no estado vizinho, Piauí. Segundo as evidências, Lages teria sido jogada de um prédio, de uma altura de oito metros. Ela foi encontrada morta no dia 25 de agosto do ano passado. Para ajudar nas investigações do caso, foi presa sua amiga, Nayra Veloso. Já se sabe que Nayra é conhecida de deputados maranhenses, inclusive um deles bancou advogado para a sua defesa.

Décio publicou sobre Fernanda Lages em seu blog com bastante crítica, como costumava fazer em casos polêmicos. Veja trechos de uma de suas reportagens sobre o assunto. "Pode causar surpresa no meio político local o nome dos dois deputados investigados pela Polícia Federal do Piauí por suposto envolvimento na raparigagem em Teresina desde que estourou o caso da morte da estudante Fernanda Lages. Os dois parlamentares não seriam os que a imprensa maranhense vem informando. Ambos são novinhos, metidos a santinhos, sendo um deles casado. Ai, ai, ai, ai… Tem gente que vai apanhar em casa".

O Maranhão acaba de perder um jornalista combativo e qual a resposta de nossa sociedade? Sem dúvida, a voz de Décio Sá contribuiu para que os poderosos não tivessem mais respeito com o povo maranhense, mas não foi o bastante. Sua carreira terminou precocemente. Não foi calado um jornalista, mas a liberdade de imprensa. 

Quer dizer que é um aviso para os próximos que publicarão sobre os esgotos de nosso estado, país? Jornalismo sem investigação e denúncia não é jornalismo. É relatório. As pessoas devem se manifestar sobre esse triste fim. Não basta os empresários se juntarem para pagar 100 mil reais a quem identificar o mandante do crime, pois de criminosos o país está cheio, inclusive ocupando cargos importantes que guiam nossa sociedade. É preciso mais. O que nossa justiça vai fazer? A sociedade precisa pressionar nossos representantes no legislativo, executivo e judiciário. Esse assassinato não pode mais uma vez cair no esquecimento, sob pena de nós pagarmos futuramente pela omissão com a morte de mais pessoas que lutam todos os dias por uma sociedade mais justa e igual para todos. A morte de Décio Sá reafirma a falência de nosso sistema democrático.


A Revista Bravo da Editora Abril trouxe neste mês de abril de 2012 uma de suas melhores capas desde que assino a publicação. O ator Antonio Fagundes foi fotografado por Daniel Klajmic. Na imagem, ele foi literamelmente banhado por tinta guache vermelha, na qual retrata o pintor expressionista abstrato, Mark Rothko (1903 – 1970), russo (Letônia) que se naturalizou estadunidense.

De acordo com Bravo, foram feitas pelo menos dez fotos até se chegar ao resultado final. “Com uma generosidade acima da média, Antonio Fagundes ofereceu a cara à tinta e nos permitiu errar a mira cerca de dez vezes durante o ensaio que originou a capa desta edição”, contou a publicação na seção Carta da Redação.

O resultado da capa da Bravo está à altura do pintor e suas particularidades: ele era diferente, se auto-identificava um fazedor de mitos, tinha o gênio difícil e não aceitava que sua arte fosse exposta com a de outros artistas que ele fazia questão de rejeitar. Mas por que tinta vermelha sobre o rosto de Fagundes? Essa foi a grande sacada da produção de Bravo.

A cor quente foi bastante usada pelo artista, representa também a intensidade emocional que seus quadros transpassam, mas também vai além e reflete o pensamento de Mark Rothko. É que Vermelho é o nome da peça de John Logan e dirigida por Jorge Takla em cartaz em São Paulo. “Você se orgulha disso, não? De ter pisoteado o cubismo até a morte”, indaga Ken, antevendo a resposta. “Todo filho deve banir o pai”, sentencia Rothko. “Respeitá-lo, mas matá-lo”. Ken é o auxiliar de Rothko que na peça adaptada para o Brasil é interpretada por Bruno Fagundes, filho de Antonio Fagundes. A afirmação de Rothko responde a Ken que havia visitado uma exposição de Pablo Picasso e se encantado com o que viu, mas para Rothko não passava de “arte trágica e supérflua” que fazia parte do passado e deveria ser banida.

A capa de Bravo sintetizou bem o que a jornalista Marília Scalzo, autora do livro Jornalismo de Revista, já explorado neste blog, chama de “resumo irresistível da edição”, ou seja, uma boa revista precisa de uma capa que ajude a conquistar leitores e os convença a levá-la para casa. Bravo explorou na edição de abril o primeiro elemento que pretende a atenção do leitor: uma boa imagem.